
Lembro-me de gostar de rock desde sempre. Aos 11 anos, por influências da minha irmã, ouvia Pixies, Cure e Doors. Não passava um dia sem… Aos 13 começo a ouvir Punk. Nunca mais esquecerei a primeira vez que ouvi Dead Kennedys, foi, mesmo, amor à primeira vista. A partir daí nunca mais parei. Tive uma banda Punk de garagem (quando me lembro do nosso estado nem sei como é que conseguimos tocar alguma coisa). Organizei vários concertos, alguns em casa. Fui a muitos mais. Todos os fim-de-semana havia algum, a contar que muitos dos meus amigos tinham bandas, não era difícil arranjar um “beco” qualquer para o pessoal ir tocar. É nessa altura que descubro Censurados. Para além de sempre ter gostado de música portuguesa, este álbum surpreendeu-me. A consistência das letras, o rock simples, a crítica ao poder instalado e o Ribas ainda cantava sem desafinar (ainda gosto de te ouvir Ribas ;). Era música para ouvir num concerto, em casa ou num bar. Este álbum faz parte da minha história e, por isso, é natural que haja, por aqui, afecto.
É, hoje, reeditado, exclusivamente, no Blitz.
Para quem gosta de música portuguesa, aconselho-o, para quem gosta de rock português, é indispensável.